TRINTA ANOS DE PROSPERIDADE

O Plano Marshall implantado pelos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial,  recuperou a economia dos países da Europa ocidental destruídos pela guerra. Também abriu mercados consumidores para os produtos norte-americanos.

            Ao mesmo tempo, os países europeus firmaram acordos comerciais iniciando a criação de um mercado comum. Em março de 1957, foi criada a Comunidade Econômica Europeia (CEE).

Durante trinta anos, os países da Europa ocidental passaram por um grande crescimento econômico, com os governos seguindo as ideias do economista britânico John Keynes. Segundo esses pressupostos, o Estado deveria interferir na economia, dirigir os investimentos e estimular o consumo.

O propósito era ampliar o número de empregos e garantir salários, para que a população pudesse consumir. Desse modo, as indústrias empregariam mais trabalhadores que, aumentando o volume de salários pagos, consumiriam ainda mais.  Com isso, aumentaria o montante de impostos arrecadados, o que permitiria ao Estado desenvolver uma política para garantir os direitos sociais aos trabalhadores.

A política dos governos sociais-democratas europeus ficou conhecida como Estado de bem-estar social e resultou em alto padrão de vida para a população. Altos investimentos foram realizados nos ensinos primário, secundário e superior. A instituição do salário mínimo beneficiou o conjunto dos trabalhadores. Como nos Estados Unidos, houve a expansão do consumo, em particular de eletrodomésticos e automóveis.

 

O estilo Norte-americano

Nesse cenário de prosperidade, os Estados Unidos lideraram a expansão econômica mundial. Ao fim da guerra, os capitais investidos na indústria bélica foram deslocados para outros setores da economia. Essa migração de investimentos foi favorecida pelo aumento no nível de renda da população. O cidadão norte-americano ampliava, assim, seu perfil de grande consumidor.

O país alcançou o primeiro lugar em todo o mundo na produção agrícola e industrial além das movimentações no comércio.

Nos anos 1950, a sociedade norte-americana entrou na era da produção em massa de bens de consumo. O padrão de vida se alterou significativamente. A classe média passou a morar nos subúrbios das grandes cidades, ao mesmo tempo em que inúmeros bens de consumo se popularizavam. Em 1960, 75% dos operários tinham seu próprio automóvel e praticamente todas as famílias possuíam aparelhos de TV em suas casas.

Havia, no entanto, uma diferença entre os Estados Unidos e os países da Europa ocidental. Na Europa, o Estado de bem-estar social era responsável por distribuir melhor a renda, minorando as desigualdades sociais. Nos estado Unidos não havia essa preocupação. Assim, embora a economia norte-americana apresentasse altos índices de crescimento, em fins dos anos 1950 quase 25% da população estavam abaixo da linha da pobreza.

 

O modelo soviético

Ao final da Segunda Guerra Mundial, a parte ocidental da URSS estava devastada. A indústria, a agricultura, as cidades e a infraestrutura encontravam-se seriamente comprometidas. Os soviéticos venceram a guerra, mas use perderam o país.

O esforço da sociedade para alcançar as metas repetiu as façanhas anteriores: a produção de carvão, petróleo, eletricidade, aço e máquinas alcançaram recordes. Diferente dos padrões capitalistas, o setor de bens de consumo recebeu investimentos ínfimos.

Ao mesmo empo, o governo garantia direitos sociais, como sistemas de saúde, educação, previdência e habitação, além de criar milhões de empregos com o crescimento da economia. No pós- guerra retornava-se assim o modelo de socialismo soviético inaugurado na década de 1930.

 

Leste Europeu

A política soviética se estendeu pelo Leste Europeu. Invadiu sociedades diferentes em termos linguísticos, religiosos e culturais. Muitas delas ainda alimentavam desconfianças em relação aos soviéticos. Mas conforme estabelecido nos acordos ao final da guerra, nesses lugares realizaram-se eleições que resultaram na formação de governos  liberal-democráticos, com  a participação dos comunistas. Os novos regimes políticos foram chamados de democracias populares.

A ambição do governo soviético era criar um bloco de países fiéis em várias partes do mundo, o que não se concretizou em todos os lugares. Mesmo no Leste Europeu houve discordâncias. Em 1948, os comunistas da Iugoslávia, liderados por Josip Tito, não aceitaram o domínio soviético e se declararam independentes de Moscou. Stalin não ousou combater o exército que mais havia resistido ao nazismo na Europa.

A repressão soviética pagou seu preço: a péssima repercussão sobre a opinião pública européia ocidental fez com que alguns partidos comunistas se afastassem da liderança soviética, como o francês e o italiano.

                                              

2- O SOCIALISMO NA CHINA

 

Na China, a revolução comunista foi vitoriosa em 1949. Após anos de guerras, o país estava destruído e o povo vivia em condições miseráveis. Com o apoio financeiro, militar e tecnológico da União Soviética, os dirigentes comunistas chineses começaram a implantar a estatização da economia, a coletivização da terra, o desenvolvimento industrial e a alfabetização da população. Entre 1949 e 1952 o país se recuperou, apresentando altos índices de crescimento da indústria. As mulheres tiveram os mesmos direitos que os homens, livrando-se de preconceitos milenares. O sistema educacional se expandiu.

Essa política, no entanto, resultou em grandes insatisfações. Os intelectuais foram obrigados a passar por uma “remodelagem ideológica”. Na área industrial, os resultados foram positivos. Mas no campo, a coletivização da terra provocou a redução da produtividade agrícola e o Estado foi obrigado a instituir racionamentos. Nas cidades, estouraram movimentos grevistas em decorrência dos baixos salários e das más condições de trabalho.

Em 1956, para contornar a situação, o governo admitiu certa liberdade de crítica. Era o Movimento das Cem Flores.

Com o movimento ocorreram manifestações de descontentamento de estudantes, operários, intelectuais e camponeses. As insatisfações foram além do que os dirigentes esperavam. O governo recuou na liberalização e, para conter os protestos, recorreu à repressão. Muitos estudantes e intelectuais foram presos.

Em 1958, o governo de Mão Tse-Tung decidiu formular um caminho próprio para a construção do socialismo, abandonado o modelo soviético. Desse modo, a sociedade chinesa foi mobilizada para uma grande campanha com o objetivo de industrializar rapidamente o país. Tratava-se do Grande Salto para a Frente. Segundo as novas idéias, a falta de capital para a industrialização seria compensada pelo esforço adicional dos trabalhadores.

Aprofundou-se então a reforma agrária, com a criação das Comunas Populares, fazendas geridas pelos camponeses nas quais se instalavam pequenas fábricas, hospitais e escolas. A Comuna seria responsável pela produção de suas necessidades industriais. Nas Comunas imperava o princípio da igualdade, desde rendimento até roupas.

Os resultados do Grande Salto foram desastrosos e resultaram em grande fracasso. A produção industrial regrediu, gerando grande fome no país em 1960 e 1961. No ano seguinte, os camponeses receberam um lote de terra, permitindo a recuperação da produção agrícola.

Nas relações internacionais, Mão passou a criticar a União Soviética. A grande acusação era a de que os soviéticos, após a morte de Stalin, preferiram a coexistência pacífica com os estados Unidos. Por trás dessas críticas, existiam disputas por fronteiras territoriais entre a China e a URSS. Além disso os chineses almejavam se tornar a grande referência internacional do comunismo.

O conflito entre os países resultou na suspensão da ajuda econômica, tecnológica e militar que a China recebia da URSS. Apesar de todas as dificuldades, os chineses testaram sua primeira bomba atômica em 1964 e ingressaram no seleto clube das potências nucleares.

 

 

Revolução Cultural

 

A situação de Mão Tse-Tung à frente do governo chinês tornava-se cada vez mais difícil. Seu prestígio diminuía no país e dentro do Partido Comunista. Nesse momento, havia duas vertentes no Partido Comunista Chinês. Uma era liderada por Chu Em-Lai, que defendia a proposta das Quatro Modernizações:. A outra, de Mão Tse-Tung, acreditava na mobilização da população para resolver o problemas do país. Perdendo prestígio devido aos sucessivos fracassos de suas campanhas. Mão reagiu aos seus opositores dentro do partido.

Alegando a necessidade de aprofundar o movimento  e extinguir o modo de vida burguês e capitalista. Mão mobilizou os jovens estudantes. Cerca de 11 milhões deles formaram Guardas Vermelhas e logo começaram mobilizações, com o objetivo de perseguir as pessoas que, segundo seu julgamento, apresentassem “hábitos e costumes da burguesia”.

O Livro vermelho, reunindo os pensamentos de Mão, tornou-se leitura obrigatória no país. Durante a Revolução Cultural, o culto a Mão Tse-Tung atingiu seu apogeu.

Em 1976 ano de morte de Mão, os novos dirigentes chineses puseram fim à Revolução Cultural e adotaram a política das Quatro Modernizações. O maoísmo tornou-se uma página virada na história da China. Na década seguinte, o país daria os primeiros passos da abertura econômica para o Ocidente.

 

3- ARGENTINA PERONISTA

 

             As primeiras décadas do século XX assistiram um enfraquecer democracia, sucessivas crises econômicas, ressentimento das elites rurais e falta de confiança por parte dos investidores britânicos, o que conduziu a um golpe de estado em 1930 e outro em 1943, este último facilitando a ascensão de Juan Domingo Perón ao poder. Um até então desconhecido coronel que trabalhava no Ministério do Trabalho chega à presidência em 1946 e depois em 1952. Ao lado de Eva, sua igualmente popular e carismática esposa, ele instituiu um programa econômico com características fascistas e que destacava a industrialização e a autodeterminação, gerando um forte apelo tanto entre os conservadores como entre a massa trabalhadora.

Eva Perón morreu de câncer em 1952, aos 33 anos de idade. Foi um duro golpe no governo e causou grande comoção no país. A partir do ano seguinte, a crise econômica se aprofundou. Perón se indispôs com grupos civis e militares conservadores e com a Igreja Católica.

 Perón foi deposto e exilado em 1955 por um golpe de estado e seu partido foi banido, dando início a 30 anos de alternância entre ditaduras militares e frágeis democracias no poder.

4- VIETNÃ: OUTRA GUERRA QUENTE

 

           A Guerra do Vietnã foi um conflito armado que começou no ano de 1959 e terminou em 1975. As batalhas ocorreram nos territórios do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Laos e Camboja. Laos, Vietnã e Camboja faziam parte de uma região conhecida como Indochina. Estavam sobre o domínio francês e queriam a independência. Os primeiros conflitos ocorreram em 1941, ainda durante a Segunda Grande Guerra.
Quando esta terminou, começou o processo de descolonização, que originou uma luta entre tropas francesas e guerrilheiros do Viet Minh (Liga para a Independência do Vietnã). Em 1954, a Conferência de Genebra (convocada para negociar a paz) reconheceu a Independência do Camboja, Laos e Vietnã. Esse ultimo acabou dividido em dois: Republica Democrática do Vietnã, ao norte, apoiada ela URSS e pela China; e Republica do Vietnã, ao sul, apoiada pelos Estados Unidos.

 

           Em 1955, Ngo Diem liderou um golpe militar tornando-se ditador. Diem cancelou as eleições, proclamou a Independência do Sul, brigou com os budistas, perseguiu nacionalistas e comunistas e seu governo foi marcado pela corrupção. Os americanos o apoiaram, porque estavam convencidos de que os nacionalistas e comunistas de Ho Chi Minh ganhariam as eleições e isso não era bom; pois se os comunistas ganhassem, acabariam influenciando outras nações a segui-los. Entre os opositores a ditadura estava a Frente de Libertação Nacional (FLN), que dispunha de um exercito guerrilheiro com amplo apoio da população, chamado de vietcongue.

 

            Em 1965, os Estados Unidos enviaram tropas para sustentar o governo do Vietnã do Sul, que se mostrava incapaz de debelar o movimento insurgente de nacionalistas e comunistas, que se haviam juntado na Frente Nacional para a Libertação do Vietname (FNL). Entretanto, apesar de seu imenso poder militar e econômico, os norte-americanos falharam em seus objetivos, sendo obrigados a se retirarem do país em 1973 e dois anos depois o Vietnã foi reunificado sob governo socialista, tornando-se oficialmente, em 1976, a República Socialista do Vietnã.

 

           Apoiados pelos americanos e suas armas poderosas os sul-vietnamitas atacaram por 10 anos o norte. Porém, depois que algumas embarcações americanas foram bombardeadas no Golfo de Tonquim, o presidente Lindon B. Johnson ordenou bombardeios de represália contra o Vietnã do Norte. Esse fato marcou a entrada dos EUA na guerra. Em 1968, as tropas do norte e os vietcongs fizeram a chamada Ofensiva do Tet, ocupando inclusive a embaixada americana em Saigon. Isso fez com que os americanos sofressem sérias derrotas. A guerra continuava e os americanos não estavam muito felizes. Várias manifestações foram realizadas contra a participação dos EUA na guerra.
          Em 1972, durante o governo do presidente Nixon, os EUA bombardearam a região de Laos e Camboja utilizando, inclusive, armas químicas, mas não adiantou, pois os guerrilheiros continuavam lutando. Eles (guerrilheiros) se saíram melhor, principalmente pelas vantagens geográficas, já que conheciam bem a região. Os americanos se retiraram do conflito em 1973; porém, a guerra só foi encerrada de fato em 1975, pois ainda havia alguns conflitos contra o norte. O conflito deixou mais de 1 milhão de mortos (civis e militares) e o dobro de mutilados e feridos. A guerra arrasou campos agrícolas, destruiu casas e provocou prejuízos econômicos gravíssimos no Vietnã. O Vietnã foi reunificado em 2 de julho de 1976 sob o regime comunista, aliado da União Soviética. 

5- A REVOLUÇÃO CUBANA

 

Após a Guerra de Independência (1895-1898), Cuba tornou-se independente da Espanha. Desde então o país esteve muito ligado aos Estados Unidos. Tornou-se um protetorado norte-americano, quando a Constituição de 1901, aceitou a inserção da Emenda Platt, que dava o direito de intervenção (inclusive militar) aos Estados Unidos. Cuba tinha desde o início os problemas políticos, mas não tão grandes quanto aqueles que viriam a acontecer. Fulgêncio Batista foi eleito presidente democraticamente pela primeira vez em Cuba, mas a sua presidência foi marcada por corrupção e violência. Fulgêncio tem o poder de voltar através de um golpe militar em 1952. Em 1953, Fidel Castro e outros 150 homens tentaram o Assalto ao Quartel Moncada, mas falharam, e Fidel Castro foi condenado a cerca de 15 anos de prisão. Advogado com vocação para a politica e orador brilhante, ele mesmo fez sua defesa e com menos de 2 anos, estava em liberdade. Em 1955, Fidel foi para o México organizar outra revolta. Ele liderava uma organização política, o Movimento Revolucionário 26 de julho (MR-26), homenagem ao golpe frustrado de 1953.

Ernesto Guevara – famoso Che Guevara – integrou-se ao grupo. Os planos de Fidel eram os de desembarcar numa praia cubana e iniciar a luta, contando com revoltas nas cidades em apoio a seu movimento.

Antes do amanhecer, em 2 de dezembro de 1956 o iate Granma, vindo do México, encalha no litoral sudeste da ilha, transportando 80 combatentes. Foram atacados pelo exercito e somente 12 deles conseguiram escapar, refugiando-se em Sierra Maestra.

 Em 1º de janeiro de 1959, Fidel declarou vitória em um discurso em Santiago de Cuba. No mesmo dia, Batista abandona o país, deixando a capital, Havana, livre para os rebeldes liderados por Che Guevara. O novo governo defendia a realização de uma ampla reforma agrária e o controle governamental sob as indústrias do país. Obviamente, tais proposições contrariavam diretamente os interesses dos EUA, que respondeu aos projetos cubanos com a suspensão das importações do açúcar cubano.

Em 1º de maio de 1961, Cuba declarou-se oficialmente um governo socialista, o que lhe rendeu o apoio da União Soviética e fez da ilha um importante foco de tensão durante a Guerra Fria, graças à sua proximidade geográfica com os Estados Unidos. O momento histórico mais crítico foi a invasão, arquitetada pela CIA (Central de Inteligência Americana), da baía dos Porcos, em 1961. O plano era entrar em Cuba e destituir Fidel do poder – mas foi um grande fracasso. Em 1962, houve a crise dos mísseis. O governo de John Kennedy identificou bases de mísseis soviéticos em Cuba. Esse fato gerou uma grave crise internacional. Em outubro de 1962, John Kennedy, empreendeu um bloqueio aeronaval a Cuba. Diante da ameaça dos Estados Unidos, de usarem sua força nuclear, os mísseis soviéticos foram retirados. Sob influência dos Estados Unidos, a OEA (Organização dos Estados Americanos), expulsou Cuba da organização, determinando seu isolamento político e econômico. Ao longo do tempo, as reformas promovidas pela Revolução Cubana, mudaram o país. O analfabetismo foi eliminado; as condições de saúde melhoraram; as terras foram distribuídas aos camponeses; as tarifas de transportes e aluguéis reduzidas; a assistência médica e a educação são gratuitas.

Com o objetivo de romper o isolamento, o governo cubano passou a apoiar revolucionarias sociedades em toda a América Latina. Para isso, incentivava a formação de guerrilhas. Che Guevara estava entre os mais entusiasmados com a iniciativa. Presumiu que com um reduzido numero de homens, uma vez instalado um foco guerrilheiro na área rural, logo contaria com o apoio dos camponeses para a deflagração do processo revolucionário. Che calculou mal. Em Cuba, os revolucionários em Sierra Maestra contaram com o apoio social nas cidades, mas ao mesmo tempo não ocorreu no continente. Assim, por acreditar que poderia exportar seu modelo de revolução, o governo de Cuba apoiou movimentos na Argentina, na Colômbia, na Guatemala, no Peru e na Venezuela.

Em 1967, Che Guevara deixou a ilha, dirigiu-se então para a Bolívia, onde acabou isolado. Delatado por camponeses, foi executado em 8 de outubro de 1967 por militares bolivianos. Com a morte de Che Guevara, o governo cubano aceitou os conselhos dos dirigentes soviéticos e desistiu de exportar seu modelo de revolução. A partir daí, a economia cubana ficou ainda mais dependente da URSS. 

6- CORRIDA ESPACIAL

 

Corrida Espacial ocorreu na segunda metade do século XX e foi uma das grandes marcas da Guerra Fria. A disputa ocorreu entre a União Soviética (URSS) e os Estados Unidos pela supremacia na exploração e tecnologia espacial. Entre 1957 e 1975, a rivalidade entre as duas superpotências durante a Guerra Fria focou-se em atingir pioneirismos na exploração do espaço, que eram vistos como necessários para a segurança nacional e símbolos da superioridade tecnológica e ideológica de cada país. A corrida espacial envolveu esforços pioneiros no lançamento de satélites artificiaisvoo espacial humano sub-orbital e orbital em torno da Terra e viagens tripuladas à Lua.

Corrida Espacial começou, pontualmente, com o lançamento do satélite soviético Sputnik I, fato ocorrido no dia 4 de outubro de 1957. Era o início de uma grande competição e que forçou os Estados Unidos a demonstrar serviço também, já que os soviéticos saíram na frente. O segundo passo também foi dado pelos soviéticos e no mês de novembro daquele mesmo ano. Na ocasião, dia 3, foi enviada ao espaço uma cadela chamada Laika como tripulante da nave Sputinik II. Assim, a cadela se tornou o primeiro ser vivo a viajar pelo espaço.

No dia 12 de abril de 1961 foi a vez de um humano viajar pelo espaço: o astronauta russo Yuri Gagarin fez uma viagem em torno do planeta. Oito anos depois, os EUA revidaram lançando a espaçonave Apollo XI em uma missão de reconhecimento à Lua. Estavam a bordo da aeronave os astronautas Michael Collins, Edwin Aldrin Jr e Neil Armstrong, que proferiu a célebre frase: “Um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade”.

Os estadunidenses entraram imediatamente na corrida especial. Logo depois do satélite Sputinik I, eles enviaram o satélite Explorer I, em 31 de janeiro de 1958. O programa especial dos Estados Unidos começou com pouco investimento, porém, tendo em vista as grandes e pioneiras conquistas dos soviéticos, o programa especial foi logo ampliado para dar conta da corrida ideológica e, assim, foi criada a NASA, no mês de julho de 1958. A primeira expedição tripulada por um homem feita pelos soviéticos foi uma afronta para os estadunidenses, que não perderam tempo e, no mesmo ano, 1961, enviaram seu primeiro homem ao espaço, no dia 5 de maio. Foi uma medida desesperada para contrapor a demonstração tecnológica dos soviéticos, tanto que o voo foi apenas sub-orbital.

Soviéticos e estadunidenses rivalizavam efusivamente pela supremacia tecnológica na corrida espacial. Ambos passaram a promover o discurso, na década de 1960, de enviar o primeiro homem à Lua. Mas foram os Estados Unidos que investiram pesado em um programa que culminou no Projeto Apollo, encarregado de levar homens ao satélite natural da Terra. Em 1969, dois norte-americanos (Neil Armstrong e Edwin Aldrin ) pisaram na superfície lunar, levados pela nave Apollo 11. Os soviéticos começavam a ficar para trás na corrida especial.

No inicio da década de 1970 ambos os países optaram por construir estações orbitais: a Salyut soviética e a Skylab norte-americana. Os investimentos, então, se concentraram em satélites, sondas, telescópios, telescópios e ônibus espaciais. 

                                                  7- A ARTE POP

 

Na década de 1950, observamos a formulação de um movimento chamado de “pop art”. Ao contrário do que parece, essa arte popular que define tal movimento não tem nada a ver com uma arte produzida pelas camadas populares ou com as noções folcloristas de arte. O “pop art” enquanto movimento abraça as diversas manifestações da cultura de massa, da cultura feita para as multidões e produzida pelos grandes veículos de comunicação.

O movimento “pop art” apareceu em um momento histórico marcado pelo reerguimento das grandes sociedades industriais outrora afetadas pelos efeitos da Segunda Guerra Mundial. Dessa forma, adotou os grandes centros urbanos norte-americanos e britânicos como o ambiente para que seus primeiros representantes tomassem de inspiração para criar as suas obras.

Os artistas deste movimento buscaram inspiração na cultura de massas para criar suas obras de arte, aproximando-se e, ao mesmo tempo, criticando de forma irônica a vida cotidiana materialista e consumista. Latas de refrigerante, embalagens de alimentos, histórias em quadrinhos, bandeiras, panfletos de propagandas e outros objetos serviram de base para a criação artística deste período. Os artistas trabalhavam com cores vivas e modificavam o formato destes objetos. A técnica de repetir várias vezes um mesmo objeto, com cores diferentes e a colagem foram muito utilizadas

Os integrantes da “pop art” conseguiram chamar a atenção do grande público ao se inspirar por elementos que em tese não eram reconhecidos como arte, ao levar em conta que o consumo era marca vigente desses tempos. Grandes estrelas do cinema, revistas em quadrinhos, automóveis modernos, aparelhos eletrônicos ou produtos enlatados foram desconstruídos para que as impressões e ideias desses artistas assinalassem o poder de reprodução e a efemeridade daquilo que é oferecido pela era industrial.

Umas das principais figuras do movimento Pop Art foi Andy Warhol. Ele retratava figuras publicas como Elvis Presley, Elizabeth Taylor, Marlon Brando e sua musa preferida Marilyn Monroe. Para mostrar a massificação da arte ele usava a técnica de serigrafia e propunha quadros coloridos, com imagens de artigospopulares como garrafas de Coca-Cola e latas de sopa Campbell.

 

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