Guerras Frias, Guerras Quentes

Após o termino da Segunda Guerra Mundial, os governos doas países da Europa Ocidental perderam sua posição da liderança no cenário internacional. Seu lugar foi ocupado pelos Estados Unidos e pela União Soviética, que se tornaram os grandes lideres mundiais do pós-guerra. Os norte-americanos lideraram i bloco dos países capitalistas; os soviéticos, o dos países socialistas. Disputando área de influencia em varias regiões do mundo, soviéticos e norte-americanos viveram um período de graves tensões politicas, que ficou conhecido como Guerra Fria. Os principais alvos foram os países de Terceiro Mundo. Iniciadas por volta de 1946 caracterizou-se pela extrema rivalidade politica, ideológica, militar e econômica entre os Estados Unidos e União Soviética, para dominar o mundo. Os blocos rivais trataram de aumentar suas forças, com a formação de alianças militares supranacionais e a corrida nuclear armamentista.

O clima de rivalidade da Guerra Fria, somando aos interesses das indústrias bélicas, levou as grandes potencias à chamada corrida armamentista. Essa corrida pela produção bélica foi responsável pelo assombroso desenvolvimento das armas nucleares. A primeira bomba atômica foi produzida em 1945 nos Estados Unidos. Alguns anos depois, em 1949, os soviéticos já tinham desenvolvido seu primeiro artefato militar atômico. A partir daí, as grandes potencias traçaram uma estratégia nuclear baseada na logica irracional do equilíbrio pelo terror. Tendo consciência da catástrofe que uma guerra nuclear pode representar para o planeta e a humanidade, movimentos pacifistas ganharam espaço em todo o mundo.

A década de 1980 foi caracterizada por uma serie de transformações no bloco socialista, iniciadas como a politica de desarmamento pela URSS. A partir de 1989, impulsionada pela perestroika (reformas político-econômicas) e pela glasnost (transparência), promoveu-se a abertura politica e econômica do Leste europeu. Os governos comunistas foram derrubados e o comando do governo russo foi abolido. A queda do Muro de Berlim (1989), a posterior unificação das duas Alemanhas e o desmembramento da URSS foram apontados como episódios marcantes do fim da Guerra Fria.

CHINA VERMELHA

Em 1911, representantes de varias províncias derrubaram a monarquia e implantaram a Republica. Com o regime republicano, surgiu o Partido Nacional do Povo, Kuomintang, defendendo o nacionalismo, a democracia e o bem-estar da população. Esses grupos apoiavam o fortalecimento da Republica e a unificação do país, mas eram contrários aos movimentos camponeses. Em 1921, foi fundado o Partido Comunista Chinês (PCC). As duas agremiações, embora rivais, lutaram juntas pela Republica e contra os grandes proprietários de terras do norte do país. Em 1927, entretanto, o comandante militar Chiang Kai-Chek assumiu a liderança do Kuomintang e passou a perseguir o PCC. Como consequência, o PCC passou a dispor de 30 mil homens armados. Em 1931, quando o Japão invadiu a China, a luta pela defesa do país motivou a união dos dois adversários políticos: Kuomintang e PCC. Essa união se estendeu entre 1937 e 1945, durante a Segunda Guerra. Os comunistas, no entanto, alcançaram grande popularidade entre os camponeses e operários. Ao final da guerra, o PCC dispunha de uma força militar importante e dominava varias regiões da China. Contudo, Chiang Kai-Chek estava determinado a derrotar os comunistas e, com a ajuda dos EUA, os atacou. O Exercito dos comunistas enfrentou e derrotou as tropas de Kuomintang. Em 1º de outubro de 1949, o Partido Comunista tomou o poder e proclamou a Republica Popular da China.

GUERRA DA CORÉIA

A Guerra da Coreia foi um conflito armado entre Coreia do Sul e Coreia do Norte. Ocorreu entre os anos de 1950 e 1953. Teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre Estados Unidos (capitalismo) e União Soviética (socialismo). Foi o primeiro conflito armado da Guerra Fria, causando apreensão no mundo todo, pois houve um risco eminente de uma guerra nuclear em função do envolvimento direto entre as duas potências militares da época. A península da Coreia é cortada pelo paralelo 38° N, uma linha demarcatória que divide dois exércitos, dois Estados: a República da Coreia, a sul, e a República Popular Democrática da Coreia, ao norte. Essa demarcação, existente desde 1945 por um acordo entre os governos de Moscou e Washington, dividiu o povo coreano em dois sistemas políticos opostos: no norte o comunismo apoiado pela União Soviética, e, no sul, o capitalismo apoiado pelos Estados Unidos. Os governos norte-americano e soviético continuam a reivindicar o controle total do território coreano. A região fronteiriça entre as duas Coréias torna-se um ponto explosivo e delicado, de pura tensão. Começa a luta doutrinária, as propagandas ideológicas viajam de um ponto a outro dos dois países. Até que, no dia 25 de junho de 1950, alegando uma suposta transgressão do Paralelo 38º, o exército da Coréia do Norte invade o Sul, dominando sua capital, Seul, em 03 de julho.  Em 23 de junho de 1953 iniciou-se o processo de negociações pela paz que durou dois anos. As negociações resultaram num acordo assinado em Panmujon em 27 de julho de 1953. Foi então que o conflito terminou, mas o tratado de paz até hoje não foi assinado e a Coréia continua dividida em norte e sul. 

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