Fascismo na Itália

Após a Primeira Guerra Mundial, a Itália teve de enfrentar o saldo doloroso do conflito: 700 mil mortos, 500 mil feridos e dividas enormes contraídas junto aos bancos dos Estados Unidos e da Inglaterra. Além disso, a fome, a inflação e o desemprego afetavam os operários e os camponeses, provocando grande agitação social.

Foi nesse clima de instabilidade que Benedito Mussolini fundou o Partido Nacional Fascista. Mussolini e seus companheiros de partido presentavam-se como solução para a crise italiana. Afirmavam ser capazes de acabar com as greves operarias e com a agitação dos socialistas e de encaminhar a economia do país ao crescimento. Muitos industriais acreditaram nessa proposta e financiaram a ascensão fascista. Em 1922, Mussolini conquistou o poder da Itália.

O movimento fascista segundo Mussolini, não tinha doutrina claramente elaborada. Representava uma vontade de ação de cunho nacionalista dirigida contra o liberalista e o socialismo. Sendo também antiproletário, atraiu as classes medias conservadoras e a alta burguesia.

Aos poucos, definiram-se as concepções fascistas sobre a sociedade-modelo a ser construída. Nessa sociedade, o individuo deveria ser totalmente submisso às necessidades do Estado, que tornaria, então, uma entidade poderosa, capaz de controlar a vida social.

No seu Governo, Mussolini organizou milícias fascistas, que promoveram uma serie de atentados terroristas contra os políticos de oposição. As duas principais características dessa fase foram o nacionalismo extremado e a construção de um Estado autoritário.

Mussolini, na segunda fase de governo, já reunia poder suficiente para implantar a ditadura fascista na Itália. Tornou-se o chefe supremo do Estado, sendo conhecido como Duce. Com ações violentas, os fascistas reprimiram os protestos sociais dos trabalhadores.

Nazismo na Alemanha

Vencidos na Primeira Guerra Mundial e humilhada pelas duras condições impostas pelo Tratado de Versalhes, a sociedade alemã enfrentou os anos 1920 com imensas dificuldades econômicas e sociais. Mesmo retornando o desenvolvimento industrial, a população do país ainda sofria com elevado numero de desempregados e as altas taxas de inflação.

Entusiasmado com o exemplo da Revolução Russa, diversos setores do operariado protestavam contra a exploração capitalista em greves organizadas pelo Partido Comunista Alemão e pelo Partido Social Democrata.

Temendo a expansão do socialismo, considerável parcela da elite politica e econômica alemã passaram a apoiar o Partido Nazista, liderado por Adolf Hitler.

DOUTRINA NAZISTA

Em 1923, os nazistas promoveram, sem sucesso, um golpe militar para derrubar o governo alemão. Hitler foi condenado à prisão em Leandsberg e, enquanto estava detido, escreveu a primeira parte do livro Mein Kampf (Minha Luta), que se tornou a obra fundamental do nazismo. Nesse livro foram expostas as bases da doutrina nazista, entre as principais estavam:

  • Superioridade da raça ariana – o povo alemão descendia de uma raça superior;
  • Anti-semitismo – os judeus eram uma raça inferior, e poderiam corromper e destruir a pureza alemã;
  • Total fortalecimento do Estado – o individuo devia submeter-se totalmente à autoridade do Estado;
  • Expansionismo – o povo alemão tinha direito de conquistar seu espaço vital, expandindo seu território.

As ideias nazistas foram difundidas de varias formas: os discursos de Hitler para grandes concentrações de massa, nas publicações do partido e nos grandes espetáculos criados para influenciar a opinião publica.

A DITADURA NAZISTA

Ao torna-se chefe do governo, Hitler empenhou-se em consolidar o poder alcançado pelo Partido Nazista, utilizando para isso a violência e a propaganda enganosa junto à população.

A propaganda nazista era conduzida por Joseph Goebbels, que exercia severo controle sobre as instituições educacionais e sobre os meios de comunicação. O uso de violência contra os adversários políticos ficava a cargo de Gespardo, que tinha poder para prender e executar contra o governo nazista.

Esmagando as oposições o Partido Nazista tornou-se o único partido do Estado alemão. Com a morte de Hindenburg, Hitler se torna além de chefe do governo, presidente da Alemanha.

O governo de Hitler procurou exercer rígido sobre diversos setores da sociedade alemã. Além da censura politica, buscou impor os padrões e as ideias nazistas às artes plásticas , à musica, à literatura, e ate mesmo à pesquisas cientificas. No plano econômico, dedicou-se à reabilitação do país, estimulando a agricultura e a industrialização, principalmente na área de armamentos.

Desrespeitando as proibições do Tratado de Versalhes, o governo nazista militarizou rapidamente o país. Em 1938, iniciou sua politica de expansão pela Europa, baseando-se na tese do espaço vital. Sua primeira investida foi contra a Áustria, que conquistou sem luta militar.

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